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Edição: Sábado, 20 de setembro de 2014


Atualizado em 01/08/2008

Nicolau Constantino Demirsky (perito-chefe substituto do Instituto de Criminalística de Osasco)


“Eu tenho peritos desenvolvendo duas, três atividades. Alguns atuando em dois, três setores ao mesmo tempo. Isso porque eu tenho uma carência, mas isso é uma carência que nós vivemos não somente em Osasco, mas em todas as equipes de criminalística”




O Instituto de Criminalística de Osasco, órgão da Polícia Civil, e também conhecido como Polícia Técnica ou Científica tem por objetivo auxiliar a Justiça, fornecendo provas técnicas acerca de locais, materiais, objetos, instrumentos e pessoas, para a instrução de processos criminais. Esse tipo de atividade compete aos Peritos Criminais, que elaboram laudos a respeito das ocorrências cuja infração penal tenha deixado algum vestígio. O perito-chefe da equipe de Criminalística Nicolau Constantino Demirsky recebeu a equipe do Diário para esclarecer o trabalho do perito e as condições de trabalho no IC.


O que seria a criminalística?

Seria um conjunto de conhecimentos técnicos e científicos utilizados para o estudo e análise de fenômenos e causas da criminalidade. Quem realiza o trabalho da criminalística é o perito criminal, que é uma pessoa formada. A criminalística tem por objetivo o reconhecimento, a interpretação dos indícios materiais extrínsecos ao crime, ou à identidade do criminoso. Dedica-se à exterioridade dos fatos e da pessoa que praticou o crime. Não da parte interna. Então, vamos supor um homicídio. Você tem o local do homicídio, onde ocorreu o homicídio, o fato criminoso. O perito criminal vai se ater aos indícios materiais extrínsecos ao cadáver, aquilo que está periférico, o que está fora. A parte interna é outra perícia é a perícia médico legal. É ela, então, que vai detectar a causa da morte, especificar o horário, o que levou a morte. Vai verificar se o local era fechado, se era aberto, se era um local ermo ou não, movimentado, e aquelas coisas todas: se o tiro veio de baixo, se foi tiro, se foi facada, enfim, ele vai dar a materialidade. Ele vai dar a caracterização do tipo de crime que ocorreu naquele local.

Posso afirmar então que o Instituto de Criminalística atua dando suporte ao Instituto Médico Legal?

A Polícia Médico-Científico é formada dos dois Institutos. O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML). Um complementa a atividade do outro. Não raro, eu às vezes solicito a presença do médico no local do crime para que ele possa me auxiliar. Ele também me chama quando está fazendo a necropsia. Um complementa o outro e as duas vão fazer o exame de corpo de delito. O que nós chamamos de corpo de delito não é o corpo do cadáver, mas seria tudo aquilo que envolve o fato em si. O local é um exame de corpo de delito, o exame necroscópico é também um exame de corpo de delito.



Quais são as principais atividades do Instituto de Criminalística em Osasco?

Nós atendemos praticamente todo e qualquer caso que ocorre um delito ou um crime. Aqui nós fazemos o que a gente chama de ‘clínica geral’. Desde um crime contra uma pessoa, o que seria os crimes de latrocínio, homicídio, aborto, suicídio até crimes contra o patrimônio, os furtos e roubos. Nós só não vamos fazer alguns exames que seriam específicos, que determinam a necessidade de um laboratório específico, que seriam aqueles exames da área de Bioquímica. Exame de sangue, por exemplo, detectado em uma peça de roupa nós fazemos, mas eu não vou conseguir fazer a tipagem sanguínea, o DNA, e assim por diante, porque aí necessita de um laboratório especial que eu não tenho aqui. (...) Em relação à balística eu também não faria a parte de comparação balística porque eu não tenho um comparador balístico aqui.

Qual sua área de abrangência?

Nós atendemos sete municípios: Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus. Nós temos uma população em torno de 3,2 milhões de habitantes fixos, e 4,8 milhões de habitantes flutuantes, aproximadamente.


Para realizar as perícias, o senhor tem um número suficiente de funcionários? Quais as dificuldades que o senhor encontra no IC? Na gestão? Com relação aos equipamentos?

Dificuldades nós temos várias, não uma. Passamos várias dificuldades, mas na medida do possível, a nossa diretoria tem tentado suprir essas necessidades. Mas hoje, por exemplo, o número de funcionários, de peritos, é insuficiente aqui. Eu precisaria ter um número maior para poder dar uma assistência adequada. Não que nós não realizamos o trabalho, nós realizamos um trabalho, mas o nosso trabalho é realizado com a sobrecarga dos profissionais que aqui estão trabalhando, acumulando atividades. Eu tenho peritos desenvolvendo duas, três atividades. Alguns atuando em dois, três setores ao mesmo tempo. Isso porque eu tenho uma carência, mas isso é uma carência que nós vivemos não somente em Osasco, mas em todas as equipes de criminalística. Elas passam por essas dificuldades. Nós precisaríamos ter um pessoal de apoio. Hoje eu tenho um pessoal que me faz o apoio administrativo, que também é um número insuficiente, e que esse pessoal é cedido pelas prefeituras daqui. Basicamente pelas prefeituras de Osasco e de Santana de Parnaíba. Fora isso, eu também tenho um fotógrafo, que além da atividade de fotografia que ele faz, ele também realiza uma atividade administrativa. Então eu preciso do apoio desse pessoal administrativo para expedir os laudos. Eu tenho esse pessoal da prefeitura que me apóia, mas a qualquer momento eles podem ser retirados daqui.


Quantos funcionários o IC tem hoje e quantos precisaria?

Como eu coloquei: não é pela falta de funcionários que nós nos dedicamos. Mas se nós tivéssemos mais gente, mais profissionais, o que poderia estar ocorrendo? Ele [o trabalho] poderia fluir com uma serenidade bem maior. Hoje eu tenho 23 peritos criminais, incluindo eu como chefe. Só que eu tenho alguns profissionais que estão de licença médica - eu tenho um que provavelmente não retorna mais por problemas cardíacos. Eu precisaria de pelo menos mais 10 peritos aqui.

...seria praticamente um aumento de 40%?

Mais ou menos isso. É o que realmente nós precisamos pelo número de casos e pela abrangência da região. Se eu tivesse um número maior, eu poderia colocar duas equipes de plantão dividindo as áreas. Muitas vezes ocorre um homicídio, como já ocorreu, o perito está empenhado na atividade lá em Itapevi ou Pirapora do Bom Jesus e de repente acontece um acidente com vítima fatal na Castello Branco. Dez minutos depois pára as duas marginais. Daqui à pouco estão me telefonando de tudo quanto é canto. O que está acontecendo? Por que está tudo parado? Então, não raras às vezes, eu tiro um perito da área aqui e mando ele para atender esse acidente para liberar a pista. Quando não eu mesmo pego a minha equipe um fotógrafo, monto, e vou para o local para realizar o trabalho, não tenho como.

O IC vai mudar de local?

O que ocorreu é que a Câmara dos Vereadores, o prefeito Emídio, nos doou uma área porque hoje o Instituto está numa área de um prédio que é alugado pela prefeitura e inclusive é ela que me mantém aqui. Ela paga o aluguel, despesa de água. Embora este prédio seja um prédio grande, ele é antigo, essa construção tem 60 anos. Quando nós viemos para cá, há 23 anos atrás, esse prédio comportava a equipe que existia aqui. O número de casos no ano não chegava a cinco mil. Hoje, eu estou passando dos 19 mil.

...anualmente?

Anualmente. Você observa que hoje houve uma evolução muito grande (dos crimes), na época em que nós viemos para cá (a nova instalação) nós éramos em 7 peritos. Hoje, somos em 23 peritos. Então o prédio ficou pequeno. Se eu tiver que trazer pra cá todos os peritos e fotógrafos, nós não temos espaço para colocá-los aqui dentro. Então, meu pessoal tem que trabalhar alternadamente.


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