Erica Celestini
e Aline Lamas
(cotidiano@webdiario.com.br)
A cidade de Osasco se transformou, nesta semana, na capital mundial da Educação. Entre os dias 23 e 25 de fevereiro, ela organizou, por meio da Secretaria Municipal da Educação, o Encontro Internacional de Educação de Osasco, que reuniu representantes de diversos países para discutir a Educação como Direito Humano. Além disso, está sendo sede, entre ontem e hoje, do Fórum Mundial da Educação Infantojuvenil, promovido pelo Fórum Mundial da Educação, e que trouxe à cidade delegações internacionais, além de representantes de órgãos como a Unicef, para debater políticas públicas voltadas a uma melhoria da educação nessa faixa etária.
Os dois eventos contaram com palestras e seminários realizados simultaneamente no Unifieo (Centro Universitário da Fieo) e nas Faculdades Anhanguera, instituições de Ensino Superior com campi no bairro da Vila Yara, zona Sul da cidade.
Debates
A estrutura do Encontro Internacional foi dividida em duas grandes conferências. A primeira, no dia 24, abordou “Educação para uma Vida Sustentável”, que teve coordenação da secretária de Educação de Osasco, professora Mazé Favarão, e como conferencistas Abel Rodrigues, da Colômbia, Rosa Maria Torrez, do Equador, e Bernard Charlot, da França. A partir daí, foram realizados debates em painéis temáticos, que abordaram Qualidade da Educação; Garantia, Acesso e Permanência; Sistema Educacional; Financiamento da Educação; Inclusão; Educação Para e Pela Diversidade; Valorização e Formação dos Profissionais da Educação; Educação ao Longo da Vida; Relação Escola Comunidade e Educação para a Cidadania Planetária. As discussões foram intercaladas com atividades culturais.
Já o último dia foi dedicado a painéis temáticos, com apresentação de experiências de diversos países, abordando os mesmos temas do dia anterior. Ele contou ainda com a segunda grande conferência do evento, abordando “Educação como Direito Humano”, que teve coordenação de Moacir Gadoti, representante do Instituto Paulo Freire, e como conferencistas Erasto Fortes Mendonça; coordenador geral de Educação em Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República; de Celita Eccher, do Uruguai, que representou a Rede de Educação Popular entre as Mulheres e a Secretaria Internacional de Educação de Adultos; de Manoel Santos, da Galícia, que falou em nome do Seminário Galego de Educação para a Paz; e ainda do argentino Pablo Gentili, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tendo na platéia professores da rede municipal de ensino, além de educadores e estudantes de diversas cidades e Estados brasileiros, o encontro contou com participações de representantes do Brasil, Colômbia, Equador, Franca, Cuba, Alemanha, Peru, Argentina, Costa Rica, Venezuela, Itália, Bolívia, Cabo Verde, Uruguai e Espanha mostrando suas experiências.
Fórum: uma outra educação é possível
Já o Fórum Mundial tem em sua programação, que termina hoje, cerca de 100 atividades, entre debates, palestras e, principalmente, gincanas e atividades de recreação. Seus principais temas são: espaços de participação e exercício da cidadania entre crianças e jovens; espaços e tempos de ensinar e aprender; ser educador: formação e práticas educativas nas sociedades atuais; e políticas públicas: como tem sido assegurado, em diferentes sociedades, o direito ao pleno desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos?
Ele é um dos eixos temáticos que funcionam como etapas preparatórias para o Fórum Mundial de Educação, evento que deriva do Fórum Social Mundial e tem como objetivo mostrar que “uma outra Educação é possível”.
A abertura aconteceu na manhã de ontem, também no Unifieo, e teve como uma das atrações a pequena Giovanna, aluna da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Manuel Tertuliano, de Osasco, que atuou como “mestre de cerimônias” do evento.
Em seguida, aconteceram as falas de representantes das cerca de 50 entidades que integram a comissão organizadora do Fórum Mundial, dentre eles, o Manoel Santos e Alberto Crote. O primeiro, do Seminário Galego de Educação para a Paz, da Espanha, ressaltou a oportunidade de aprender com outros povos. “Essa é uma oportunidade única”. Já o segundo, que é coordenador do Fórum Mundial de Educação Infantojuvenil, ressaltou ser fundamental que as crianças e jovens sejam os alvos das discussões nesse setor. “Temos que vê-los como protagonistas, e não como destinatários da Educação”, finalizou.
Os prefeitos de Osasco, Emidio de Souza, e de Carapicuíba, Sérgio Ribeiro, além da vice-reitora do Unifieo, Maria Célia Soares, e do secretário nacional de Cultura, Celso Torino, participaram do evento.