Erica Celestini
e Aline Lamas
(cotidiano@webdiario.com.br)
Vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Urbano de Itapevi, Jaci Tadeu está à frente de projetos que visam aliar desenvolvimento econômico e reorganização viária da cidade. Nessa entrevista ao Diário da Região, ele fala sobre as ações que envolvem esse programa, incluindo a principal delas: a implantação de um condomínio para empresas, que poderá abrigar até 33 empreendimentos de médio e pequeno porte, com possibilidade de geração de mil empregos diretos. Ele aborda ainda a recente obra entregue pelo governo do Estado na cidade, a retivalização da rodovia René Benedito Silva (SP-249), que liga o município a São Roque e faz a interligação das duas principais estradas que cortam a cidade, a Castelo Branco e a Raposo Tavares.
A prefeitura anunciou, recentemente, a realização de uma série de ações, na região central de Itapevi, para melhorar o tráfego. Quais seriam as principais?
Em primeiro lugar, na parte central da cidade, nós temos um projeto de melhoria da circulação de ônibus. Quando chegamos aqui, circulavam 90 ônibus em horário de pico. Com as melhorias que fizemos, esse número reduziu bastante, caiu pela metade. Mesmo assim, houve um acréscimo de volume de carros. De 38 ônibus em 2005, fomos para 60 ônibus em 2010. São as pessoas trabalhando e utilizando mais esse eixo de desenvolvimento da cidade. Já fizemos um projeto e estamos levantando o orçamento para colocar mais oito ônibus no local, sem grandes estruturas. São pequenas modificações em pequenos trechos. Isso vai permitir um grande escoamento.
Há um projeto maior que envolve um viaduto, certo?
O grande projeto seria uma alça do viaduto, passando por cima da estação de trem e saindo paralela ao corredor do Extra. Mas isso é caro e nós não temos dinheiro. Não vai ser feito agora, mas está projetado. Esse é a interligação no centro.
E quanto aos polos industriais, também há projetos viários para eles?
A grande sacada é a interligação da Castelo Branco com o eixo para a zona industrial. É interligar zonas industriais por dentro da cidade, sem passar pelo centro adensado. Esse é um projeto de parceria com alguns empresários e investidores. Terá desapropriação, por parte da prefeitura. Ai nós faríamos um projeto só de ida. A volta é pela Castelo ou pela própria (estrada) Benedito Silva.
Existe um prazo para esse projeto seja implementado?
Seu eu tivesse dinheiro sim. Como dependo de parceria, fica muito na vontade. Eu gostaria que, até o final do mandato da prefeita Ruth, isso fosse possível.
O projeto está orçado em quanto?
Nós ainda não temos os valores exatos, pois estamos levantando os detalhes. O mais caro são as desapropriações, que a prefeitura vai bancar. Como é uma parceria, as próprias empresas estão fazendo o orçamento, isso não vai ficar por conta da prefeitura. Eles entram com a obra e nós entramos com o terreno. É um projeto a médio e longo prazo.
Quanto ao corredor Oeste, que está com um prazo de conclusão próximo, o senhor acredita que ele vai facilitar o tráfego na cidade?
É uma somatória de efeitos. A (rodovia) Renê, o centro da cidade, esse eixo do corredor Oeste, o eixo para a zona industrial, é uma somatória. Como o governador (Alberto) Goldman falou: “Itapevi cresceu”. Infelizmente, essas medidas estão chegando atrasadas, mas é melhor agora do que nunca.
O senhor está à frente de um projeto para a implantação de um condomínio industrial em Itapevi. Como vai funcionar essa ação?
Basicamente, é um local central, onde teremos 33 galpões que vão alocar 33 empresas de diferentes atividades. Isso vai permitir que as pequenas e médias empresas venham para Itapevi. Quem estava vindo para Itapevi eram grandes empresas, com grandes áreas e grandes investimentos. Hoje, uma empresa com 30 funcionários será tão bem recebida quanto uma empresa com cem funcionários. Nós não tínhamos em Itapevi galpões com dois mil metros quadrados. Quando se tem um condomínio com segurança, você dá um upgrade para que essas empresas possam crescer.
Já está acertada a vinda de algumas empresas? Quantas?
Por enquanto, não. As obras começam em julho. A previsão do Habite-se é em janeiro de 2012.
O projeto traz muitas vantagens para as empresas. E para a cidade, quais serão os benefícios?
Na verdade, era uma necessidade que o município tinha. Com esse condomínio, nós abrimos a possibilidade de pequenas e médias empresas se instalarem aqui, o que é muito interessante. Cada uma delas irá gerar de 35 e 40 empregos. No total, vamos gerar acima de mil empregos. Daremos uma oportunidade para as pequenas e médias empresas aqui do município.
O projeto também prevê algum incentivo fiscal para a vinda dessas empresas?
Sim. No caso do empreendedor, ele tem o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que é a compra do terreno. O ITBI é dado e, após o habite-se, são dados mais dez anos de IPTU.