Amauri Moura
(politica@webdiario.com.br)
A candidata à deputada federal Bethy Polachini (PDT) é engenheira química, mas atua na área do Direito e já teve também experiências ligadas à pedagogia e regência de orquestras, além de manter vínculos com a veterinária. Nessa entrevista ao Diário, fala quais são suas principais propostas na campanha para a Câmara Federal, baseadas em sua experiência em todos esses setores. A pedetista afirma ainda que pretende focar a área de geração de empregos, entre seus projetos, para que outros setores sejam beneficiados também. Bethy analisa ainda o fato de ser mulher em uma disputa dominada por homens e conta como está o andamento da campanha.
Como estão as articulações para a campanha desse ano?
Eu estou tendo apoio do partido tanto aqui em Osasco como na Capital. Dessa vez, acredito que tenhamos condição de fazer uma briga mais justa. Vamos ter apoio material e tudo que precisarmos, pois a legenda está investindo nisso. Além disso, estamos em uma situação diferente, pelo fato de eu ser mulher, candidata à deputada federal e por já ter uma certa idade. Então, temos experiência no que queremos fazer, não na vida política, mas experiência de projetos e acredito que temos condições de fazer um bom trabalho.
Como está a situação do partido na cidade de Osasco?
O PDT é um partido forte até por conta de sua história aqui em Osasco. Reunimos por volta de 7 sindicatos que estão bastante empenhados e querem ter um bom trabalho. Nós estamos tentando tomar uma posição de um partido praticamente de esquerda, que perdemos aqui na cidade. Temos todas as linhas trabalhando juntas para proteger o trabalhador naquilo que está faltando.
Qual sua formação profissional? E o que a senhora leva dela para a campanha?
Faço mestrado em Direito, na área de Direitos Humanos, e meus projetos são baseados nessa linha de pensamento. Sou engenheira química, fui pedagoga há muitos anos, trabalhei na área de música, regente de orquestra e guitarrista, mas eu sou também advogada e trabalho nesse ramo. Mas a menina dos meus olhos é a área de emprego. Acho que é uma coisa que é natural, que está no sangue.
Com isso, quais são suas principais propostas?
São tanto na área de saúde como para a educação. Mas a própria saúde é consequência de você ter um emprego. Além disso, são todos projetos de soluções rápidas. Normalmente o político imagina que ele vai conseguir fazer um bom trabalho somente pelo fato de estar lá. Eu penso diferente, por conta da engenharia, gosto de otimizar. Não vou ficar lamentando do governo, Estado ou prefeitura. Quase todos os meus projetos são auto-sustentáveis.
Na área de educação, o que a senhora pretende fazer para melhorar os índices escolares?
Eu tenho vários projetos, desde de que comecei a lecionar em 1978. Temos um projeto para a qualificação do professor, pelo interesse dele, e para a motivação do profissional, para que possamos ter uma relação diferente no nível da educação. Normalmente o político fala bonito e não soluciona. O que eu acho que é importante otimizar e solucionar. Basta você ver países da Europa, onde você tem cidades pequenas e que são bem articuladas, solucionam tudo aquilo que precisam, porque tem um gerenciamento próprio e adequado.
Seria uma espécie de cooperativismo?
Seria quase isso. Não é algo que vem com a política de cima para baixo, tem que ser no mesmo sentindo, o que a cidade precisa, o que esses bairros e locais precisam. Dessa maneira você consegue gerenciar, porque mão de obra você tem, o povo quer fazer as coisas, mas fica esperando o de cima resolver. Então todo o meu trabalho é por aí. São soluções.
Há muitos nomes fortes, em Osasco, na disputa pela Câmara Federal. Quais dificuldades a senhora acha que vai encontrar nessas eleições?
Não sei se eu encontro dificuldade, porque eu não tenho rejeição. Eu tenho a cara limpa, minha vida é limpa, quem me conhece sabe. Por mais que Osasco seja grande, temos um trabalho há muito tempo aqui e eu posso dizer para você que inclusive por conta da outra campanha, por conta do meu trabalho na área veterinária, que não tem uma rua em Osasco que eu não eu conheça. Então, eu não acho que eu tenha problema de ter uma boa saída. Estou saindo atrás dos outros candidatos porque eles já são políticos, talvez por ter a máquina, alguma coisa nesse estilo, mas não é com isso que eu estou contando.
Quais os principais problemas que a senhora vê na cidade atualmente?E o que poderá fazer para ajudar a resolvê-los, caso seja eleita?
As pessoas chamam a prefeitura, a Zooonoses, em defesa dos animais, quando veem um animal mal tratado, e ninguém faz nada quando vê um ser humano sendo mal tratado. Isso é um absurdo. Você vê um indigente na rua e as pessoas acabam ficando acostumadas com isso. Mas eu não penso assim. As pessoas estão vivendo em situação de descaso total.
Então, será um mandato mais humanista?
Não podemos desistir de lutar pelo ser humano. Esse negócio de proteção de animais é a minha área, eu gosto muito, mas acho que não dá para você pensar em uma coisa e descobrir outra.
A senhora citou seu trabalho com animais. Há algum projeto específico nesse sentido?
Uma parcela de 30% dos meus projetos é voltada para a área animal. Osasco, por exemplo, é uma cidade muito grande e não tem um cemitério para animais, é um absurdo. A pessoa passa 10 anos com o animal, e quando morre fica desesperada porque tem que jogar fora. Isso é uma brutalidade. Temos ainda o problema da leptospirose, que é a doença transmitida pela urina do rato e uma questão de saúde pública. A vacina da leptospirose deveria ser gratuita.
A senhora está confiante para essas eleições?
Sim, pois me sinto em condições de fazer um bom trabalho. Temos muita coisa boa para fazer. O eleitor de Osasco é muito politizado, ele se informa. Por conta da clinica, temos contato com um número muito grande de pessoas e vemos que elas estão mais atentas. O povo de Osasco não engole qualquer coisa, não.
A senhora também tem pretensão de disputar a prefeitura?
Eu me sentiria bastante honrada, pois vamos seguir o caminho das mulheres que estão lutando nesse país e acho que merecem essa confiança, até porque na área da educacional podemos ver que temos um número muito maior de diretoras de escolas do que diretores, porque elas têm o pulso muito mais firme. Não sou feminista, mas é isso que acontece.