Guilherme Lisboa
(politica@webdiario.com.br)
O deputado estadual e candidato à reeleição Campos Machado (PTB) traçou um plano para devolver à sigla o protagonismo que já teve em Osasco. Presidente estadual e secretário-geral nacional do partido, ele visitou o Diário da Região, na última sexta-feira, e falou sobre as estratégias do PTB para a eleição deste ano e para a disputa pela sucessão do prefeito Emidio de Souza (PT), em 2012.
De acordo com o plano do parlamentar, a reestruturação da sigla na cidade já começou com a recente filiação do ex-deputado estadual Williams Rafael. Após passar pelo PMN e pelo PDT, o novo petebista teve sua ficha abonada por Campos Machado durante a visita a Osasco. “Para mim, ele é um homem correto e extremamente leal. Estou começando a sentir que estamos reunindo o PTB, que já foi o maior partido aqui da cidade, e que vamos voltar aos tempos antigos”, disse o presidente estadual da sigla.
Campos Machado lembrou que o PTB já elegeu três prefeitos no município: Francisco Rossi (atualmente no PMDB), Celso Giglio e Silas Bortolosso (ambos hoje no PSDB). “Vamos estar nas urnas da cidade: teremos candidato a prefeito em 2012. A cidade já teve 3 prefeitos do PTB e não pode deixar de ter candidato na próxima eleição”, destacou.
Dentre as possibilidades de concorrentes à sucessão municipal está Williams Rafael, fato que Campos Machado não esconde, pois afirma que ele “é um nome forte do partido para 2012”. Mas, segundo o deputado, outros petebistas podem disputar o cargo, como o atual vice-prefeito Faisal Cury ou ainda empresários que devem se filiar à sigla nos próximos meses. “Ainda não sei qual será o nome, já que é o diretório municipal que vai escolher”, finalizou.
Projeto de poder
O deputado falou que a legenda também terá candidato próprio para a prefeitura de São Paulo em 2012, caso Geraldo Alckmin (PSDB) não esteja na disputa. Na última eleição municipal, Campos Machado foi candidato a vice-prefeito na chapa do tucano, derrotada por Gilberto Kassab (DEM). O parlamentar disse que o PTB possui “um projeto de poder que se iniciou em 2008”, durante a última eleição, e que se estende até 2018.
“Em São Paulo, nós estamos construindo o mais forte e mais moderno partido que o Estado já conheceu”, avaliou. À frente do diretório estadual, o deputado criou 28 escritórios regionais, com o objetivo de unir os diretórios municipais e integrar todos os filiados, sobretudo vereadores e prefeitos.
Além disso, o PTB criou diversos departamentos representativos temáticos, para organizar a militância e também captar ideias e propostas em diferentes núcleos sociais. Dentre as divisões, há o PTB Mulheres, Jovem, Aposentado, Sindical, Ambiental, Afro-descendente, Esporte e Deficientes Físicos. Este último sugeriu a Campos Machado o projeto de Lei, recém-sancionado pelo governador Alberto Goldman (PSDB), que adequa as praias paulistas à legislação sobre acessibilidade.
Campos Machado destacou ainda o trabalho desenvolvido pelo Departamento da Diversidade e pelo PTB Inter-religioso, que reúne evangélicos, católicos, umbandistas, muçulmanos e judeus, dentre outros. “Cada departamento é um laboratório. Isso é importante porque o político não vive de osmose: eu não vou saber o que acontece se não dialogar com eles”, explicou.
Reeleição de Tuma
Por fim, Campos Machado falou sobre a campanha do senador Romeu Tuma (PTB) à reeleição. Ele afirmou que está muito otimista com a votação do ex-delegado e que confia na escolha de Tuma como segundo voto dos eleitores, já que neste ano serão eleitos dois senadores.
Para ele, muitos dos votantes de Marta Suplicy (PT) terão resistência em confiar no companheiro dela de chapa, o vereador paulistano Netinho de Paula (PCdoB). Dessa forma, depositariam o voto em Tuma. Na mesma linha de raciocínio, o deputado acredita que a militância tucana tradicional, ligada ao ex-governador Mário Covas, não votará em Orestes Quércia (PMDB), que compõe a chapa do PSDB. (colaborou Amauri Moura)
Campos Machado - “vamos estar nas urnas da cidade: teremos candidato a prefeito em 2012”