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Edição: Sábado, 20 de dezembro de 2014


Atualizado em 18/04/2012

Entrevista com Edgard José Fiusa (Secretário da Educação de Itapevi)


“Eu defendo que a educação tenha os Ciclos I e II no município e defendo isso porque temos que garantir a continuidade do ensino”

Graciela Zabotto
(politica@webdiario.com.br)

Edgard José Fiusa é secretário da Educação de Itapevi desde que a prefeita Ruth Banholzer (PT) assumiu a administração municipal em 2005. Fiusa começou como diretor de departamento e, em 2006, assumiu a chefia da Pasta. Dentre os assuntos abordados nesta entrevista Fiusa fala sobre a abertura de vagas em creches e a municipalização do Ciclo II do Ensino Fundamental, que abrange a educação da 5ª a 8ª séries.

Atualmente Itapevi tem quantas vagas em creches?
Nós não só dobramos [o número de vagas] como também oferecemos uma qualidade muito maior. Em 2005 quando assumimos tínhamos cinco creches, ou seja, um número bem reduzido de vagas, e hoje temos 13 [creches]. Conseguimos ampliar o atendimento em todos os níveis. Na educação infantil não chegávamos a cinco mil vagas e hoje temos quase oito mil vagas. Nas creches, particularmente, que são crianças de Berçário I, Berçário II e Maternal nós praticamente dobramos, que é justamente o segmento que tem maior demanda e muita procura. Agora temos firmado com o Governo Federal com a construção de três creches este ano e mais sete em análises.

Como estão as construções dessas três creches?
Já temos uma creche em construção. A segunda já tem ordem de serviço para iniciar a obra e a terceira creche está em fase de licitação.

E as outras sete?
As outras sete nós já conseguimos os terrenos e as áreas. Inclusive, nessas parcerias, as áreas solicitadas têm um grau de exigência que encontramos dificuldades no município. Primeiro: temos que ter áreas planas e Itapevi não é uma cidade plana, com raríssimas exceções, as áreas planas também estão ocupadas. Então temos que acertar os terrenos para que possamos oferecer os dois mil metros, mais ou menos, para a construção de uma creche. O importante também é que temos bairros estratégicos que estão com necessidade de atendimento e que receberão essas creches. Podemos dizer que a conquista dessas 10 creches nós conseguimos graças ao Governo Federal com trabalho e muito esforço da prefeita Ruth.

Quantas vagas foram criadas durante esses sete anos de administração da prefeita Ruth?
Podemos dizer que houve um aumento considerável. Em 2005 tínhamos nas creches 623 vagas. Hoje estamos oferecendo 1950. Além disso, até 2016 temos que cumprir uma meta do Governo Federal que determina que todas as crianças de 4 a 5 deverão estar dentro da escola, mas essa meta nós já estamos cumprindo agora, em 2012.

Quantas escolas de Ensino Médio tem em Itapevi?
São 22 escolas estaduais e 61 municipais. As escolas do Estado atendem o Ciclo II e o Ensino Médio. Outro aspecto importante é que o Estado deixou a EJA (Educação de Jovens e Adultos) e passamos a atender a EJA no Ciclo II, com isso ampliamos o número de vagas e atendimento. Isso deveria continuar com o Estado porque ele é o responsável pelo Ciclo II. Até porque, enquanto nós não cobramos atendimento da educação básica na fase inicial como vamos assumir o Ciclo II?

E existe a pretensão de assumir o ensino do Ciclo II?
Nós até pretendemos pelo seguinte: os alunos que saem do Ciclo I em uma escola da prefeitura gostariam que déssemos continuidade no ensino. Nós só não fazemos porque temos que cumprir a obrigatoriedade do atendimento da educação básica que é dos 0 aos 6 anos. Veja bem, o atendimento para as crianças de 4 e 5 anos será obrigatório em 2016. Hoje esse atendimento é obrigatório apenas às crianças com 6 anos. E de 0 a 3 ampliamos três vezes o número de vagas.

Existe a possibilidade da prefeitura conseguir também ser responsável por esse Ensino Médio?
Acho que a tendência é essa porque estamos próximos da população. A distância de um poder, por exemplo, do Estado para o município é muito grande. Aposto que nós aqui em Itapevi tomamos decisões mais próximas e direcionadas às necessidades da população. Nós aqui revitalizamos o sistema [de educação]. A população tem acesso a qualquer escola e ao gabinete do secretário.

Então existe o desejo de ter o Ensino Médio municipalizado?
Sim. Tudo caminha para isso. Não diria que seja uma municipalização do ensino, diria que é uma implementação ou então uma continuidade da oferta de vagas, por exemplo, para o 6º e 7º ano.

A prefeitura de Itapevi tem alguma dificuldade com o Governo do Estado para implantar uma escola estadual na cidade?
O Estado é muito grande. Há uma distância muito grande dos municípios. São 645 municípios e todos com escolas estaduais, alguns, inclusive, já com escolas municipalizadas. Mas temos exemplos esporádicos de municipalização. Muitas cidades não municipalizaram nem o Ciclo I. A dificuldade de Itapevi é uma falta de atenção mais direta para este município, mas digo isso por causa do tamanho do Estado de São Paulo. Nosso Estado é muito grande e sempre terá um município mais carente do que outro.

E o senhor defende a municipalização?
Eu defendo que a educação tenha os Ciclos I e II todos no município e defendo isso até porque temos que garantir a continuidade do ensino. O aluno quando termina o 4º ano em uma escola municipal sente aquela ruptura e vai para outra escola onde não está adaptado.

Atualmente quantos professores, aproximadamente, passam por formação?
Em 2005 era difícil trazer o professor para a formação. Agora a situação é outra. Por exemplo, hoje tenho em um só bloco 12 cursos de formação só de pró-letramento, onde realizamos um trabalho de atualização de novas concepções e metodologias. Antes tínhamos dois cursos, depois fomos para quatro, e hoje temos 12. São mais de 400 professores fazendo cursos. Os professores estão sempre aprendendo.

Como está a instalação da Etec na cidade?
Nós oferecemos um terreno muito bom e muito bem localizado no Jd. Santa Rita e a Câmara Municipal aprovou. Agora estamos aguardando o governo do Estado.


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