Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018

Política


07/12/2017 - 00:00

"Quem tem boca fala o que quer", diz Ribamar sobre Tinha

Líder do governo rebateu acusações, do vereador, de que não teria "representatividade" para desempenhar essa função. Ele ainda acusa Tinha de querer ficar com méritos de benefícios garantidos a taxistas
Por Leonardo Abrantes
Osasco

Ribamar

Ribamar (Foto: Luciano Benazzi)
(política@webdiario.com.br)

Líder do prefeito Rogério Lins (PODE) na Câmara Municipal de Osasco, Ribamar Silva (PRP) rebateu as declarações de Tinha Di Ferreira (PTB). Ao Diário da Região, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) questionou a legitimidade de Ribamar como líder depois que o prefeito vetou emenda aprovada pelos vereadores ao projeto de lei que regulamenta os aplicativos para transporte individual de passageiros, como o Uber. A aprovação na Câmara se deu após acordo entre os parlamentares, inclusive Ribamar, com taxistas que pressionaram para imposições de regras mais rígidas aos aplicativos. Ribamar acusa Tinha de querer ficar com os “méritos” do projeto e garante ter “credibilidade” junto ao prefeito. Assim como divulgou o Diário, apesar do veto imposto por Lins à obrigatoriedade de vistoria anual e à idade máxima de sete anos dos veículos utilizados pelos aplicativos, a prefeitura e a Câmara prometeram, em contrapartida, beneficiar os taxistas. A intenção é isentar a modalidade das taxas de 2019, retirar a obrigatoriedade de utilização de faixa refletiva, criar um aplicativo exclusivo para os taxistas de Osasco e ampliar a idade máxima dos taxis de 5 para 8 anos. Segundo Ribamar, Tinha quis tomar a frente da discussão. “O Tinha não sabe desse acordo, até porque ele não faz parte da conversa. Quem participou fui eu, o Batista [Comunidade], o Alex [da Academia] e o Josias [da Juco]. Combinamos com os taxistas e, depois, ele quis tomar a frente para ficar com os méritos, com o bônus. Só que ele não tem voto suficiente no plenário. Quem tem voto é a base do governo”, rebateu. Sobre sua legitimidade para representar o governo na discussão com os parlamentares, Ribamar disse ter “credibilidade” junto ao prefeito e o “respeito” dos vereadores. “O prefeito me colocou como líder porque sabe da minha articulação, do meu compromisso com a base do governo. O Tinha pode falar o que for, mas quero ver a credibilidade dele. Respeito o Tinha como parlamentar, mas quem tem boca fala o que quer. Eu não pedi para ser líder, foi o prefeito que me escolheu”, finalizou. 

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