Terça-Feira, 22 de Maio de 2018

Animais


05/02/2018 - 00:00 - Atualizado em 05/02/2018 - 00:00

Cachorro ou gato pode pegar febre amarela? Veterinária tira as dúvidas

Por Da redação
Região

(gracielazabotto@webdiario.com.br)
 
O número de casos registrados por febre amarela tem preocupado muitas pessoas nas últimas semanas. Causada por um vírus, a doença é transmitida por mosquitos infectados e os principais hospedeiros são os macacos, o que tem gerado muitas dúvidas entre donos de pets quanto a possibilidade de transmissão também entre animais de estimação como cães e gatos.
 
Jueli Berger, médica veterinária da Esalpet, explica que, embora a doença seja muito agressiva para os humanos, a febre amarela não atinge cães e gatos. “Os proprietários podem ficar tranquilos, pois cães e os gatos não são hospedeiros da doença e não ficam doentes pelo vírus”.
 
Comum nas Américas Central e do Sul, a febre amarela possui dois ciclos: o urbano e o silvestre, e segundo Jueli Berger nenhum deles representa uma ameaça aos pets. “Cães e gatos não sofrem e nem transmitem a febre amarela. No ciclo silvestre os únicos hospedeiros e sinalizadores de focos da doença são os macacos, e os vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Nas cidades os hospedeiros do vírus são os humanos e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos do gênero Aedes Aegypti infectados, os mesmos que transmitem a Dengue, Zika e Chikungunya”, esclareceu.
 
Apesar do alívio por saber que cães e gatos não correm risco com a febre amarela, a veterinária destacou a importância de estar atento a outras doenças que realmente podem atingir os pets, principalmente no verão, “É fundamental estar atento a doenças que podem levar os bichinhos a óbito como a dirofilariose, transmitida pela picada do Aedes Aegypti; a leishmaniose, transmitida pela picada do mosquito palha; e a Erlichiose, Babesiose e Anaplasmose, transmitidas por carrapatos. Entre outras doenças virais como Cinomose, Parvovirose e Leptospirose que também merecem atenção nesta época”.
 
Ela ainda lembra a importância de prestar atenção no comportamento dos animais e buscar orientação veterinária aos primeiros sinais incomuns que possam apresentar. “Sempre que notar seu pet fora da rotina habitual ou apresentando sintomas como vômito, diarréia, falta de apetite ou falta de disposição procure um veterinário. Além disso, é importante manter a vacinação do animal em dia”, completou.
 

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