Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Polícia

26/02/2018 - 00:00 - Atualizado em 26/02/2018 - 00:00

Julgamento de PM acusado de chacina deve durar quatro dias

Por Da redação
Osasco

(policia@webdiario.com.br)

Começa nesta terça-feira, no tribunal do júri da comarca de Osasco, o julgamento do policial militar Victor Cristilder dos Santos, acusado de envolvimento na chacina que, em 13 de agosto de 2015, deixou 17 mortos em ataques simultâneos de Osasco e Barueri. Ele é o quarto agente de segurança envolvido no caso. Os outros três – dois PMs e um guarda – foram julgados em setembro do ano passado e condenados a uma pena total que ultrapassa 600 anos de reclusão. A defesa de Cristilder pediu que seu caso fosse julgado em separado. A previsão é de que o julgamento dure 4 dias.

O primeiro passo, nessa terça-feira, será o sorteio dos sete jurados. A previsão é que também sejam ouvidas 25 testemunhas arroladas pela defesa e  acusação. O júri será presidido novamente pela juíza Élia Kinosita Bulman, a mesma do julgamento dos outros três envolvidos. Os quatro são acusados de terem agido em vingança pelas mortes de um policial militar e de um guarda municipal, em Osasco e Barueri, durante assaltos dias antes da chacina. No caso de Cristilder, a acusação afirma que ele teria combinado com um guarda municipal, por meio de uma mensagem por celular, o início dos ataques, e ainda teria dirigido um dos carros utilizado na chacina e feito disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio.

No primeiro julgamento do caso, o policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão; o também policial Thiago Barbosa Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses.  Os quatro estão presos desde 2016. No caso dos três réus já condenados, as defesas recorreram das sentenças. Cristilder também será alvo de outro julgamento, mas em Carapicuíba, sob acusação de homicídio e ocultação de cadáver. A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que ele seja levado a júri popular, reformando sentença que o havia absolvido sumariamente.

O crime também aconteceu em agosto de 2015 e faz parte do que o processo classificou como “pré-chacina”, com crimes cometidos dias antes, na região, de forma isolada, mas também como vingança pela morte de policiais. A data desse julgamento ainda não foi definida.

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