Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Política


28/02/2018 - 00:00 - Atualizado em 28/02/2018 - 00:00

Motoboys serão obrigados a ter cadastro em Osasco

Câmara aprovou projeto do vereador Josias da Juco. Meta é reduzir assaltos e reverter imagem negativa de motoqueiros
Por Graciela Zabotto
Osasco

(gracielazabotto@webdiario.com.br)
 
Durante a sessão ordinária da Câmara de Osasco, da última terça-feira, 27, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 308/2017, que propõe a criação de um cadastro com dados de motoboys e profissionais autônomos que trabalham como entregadores, utilizando motos, incluindo os de delivery de pizzas e outros tipos de comida.
 
Autor do projeto, o vereador Josias da Juco (PSD) defende que o cadastro vai “ajudar” esses profissionais que acabam ficando com “má fama” devido ao grande número de assaltos, na cidade, praticados por ladrões em motos, alguns inclusive se passando por entregadores.
 
Em sua justificativa, o vereador alega que o objetivo do projeto é dar maior credibilidade aos serviços prestados pelos profissionais de entrega e também coibir o alto índice de roubos, furtos e assaltos realizados pelos motoqueiros disfarçados de entregadores, garantindo assim, mais segurança aos munícipes. Além de facilitar o trabalho de autoridades da segurança pública no combate a este tipo de crime. Infelizmente, a classe de motociclistas que diariamente prestam serviços de entrega de forma idônea, acaba levando a fama de criminosa, devido ao grande número de assaltos realizados na cidade por essas pessoas disfarçadas.
 
O cadastro seria realizado pelos donos de estabelecimentos que contrataram os entregadores e não podem ter qualquer tipo de custo a esses profissionais. Ele deve incluir foto, CPF, RG, CNH e comprovante de endereço, além de documento de licenciamento da moto. Após o registro, os entregadores ganharão um número de identificação que seria colocada nos baús, mochilas ou outras “ferramentas de trabalho” da categoria. Já a fiscalização ficaria a cargo de agentes de trânsito e da polícia. Cabe agora o prefeito Rogério Lins (Podemos) sancionar ou vetar o projeto.

Newsletter
Conteúdo exclusivo para você
Capa do Dia
Vip Style