Quinta-Feira, 12 de Dezembro de 2019

Política


15/07/2019 - 00:00 - Atualizado em 15/07/2019 - 00:00

Projeto obriga políticos a usarem hospital público

Recentemente, o prefeito de Osasco Rogério Lins e sua esposa ficaram internados por 12 dias no Hospital Municipal Antônio Giglio depois de sofrerem queimaduras em 14% do corpo após explosão de uma fogueira
Por Da redação / politica@webdiario.com.br
Osasco

Em tramitação na Câmara dos Deputados, em Brasília, o projeto de lei 2142/19 obriga os agentes políticos eleitos para os poderes Executivo e Legislativo federais e seus parentes consanguíneos ou afins em 1º grau a utilizarem o Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto durar o mandato eletivo. A proposta também proíbe o ressarcimento de gastos hospitalares bem como o auxílio-saúde. O autor da proposta, deputado Boca Aberta (Pros-PR) afirmou que o descaso dos dirigentes públicos com a saúde pública no Brasil é evidente. Segundo ele, dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo governo federal em 2013, apenas 8,2% dessa quantia foi relativa ao Ministério da Saúde.

Ele também afirma que o SUS perdeu 23 mil leitos nos últimos cinco anos. “Quem perde é a população carente, visto que os políticos se internam nos melhores hospitais particulares do Brasil para realizarem qualquer tratamento médico. Esse quadro de descaso com a saúde pública somente vai ser alterado quando os agentes públicos eleitos para os poderes Executivo e Legislativo federal forem obrigados a utilizar o serviço público hospitalar em caso de doenças ou enfermidades”, disse o deputado. O projeto, que tramita conclusivamente, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Recentemente, o prefeito de Osasco Rogério Lins e sua esposa ficaram internados por 12 dias no Hospital Municipal Antônio Giglio após eles sofrerem queimaduras na explosão de uma fogueira no “Arraiá do Servidor”, dia 28 de junho. Eles sofreram queimaduras de 1º e 2º graus em 14% do corpo, mas não ficaram com seqüelas estéticas e funcionais em decorrência do acidente, mesmo sendo atingidos por chamas de quase 800 graus. A equipe médica considerou um milagre ambos terem sobrevivido à tragédia, ou não terem ficado com marcas profundas do acidente.
 

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