Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019

Política


16/09/2019 - 00:00 - Atualizado em 16/09/2019 - 00:00

Alexandre Frota é único da região a favor de CPI da Lava Jato

Segundo o tucano, Comissão será a chance do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, se pronunciar sobre os supostos vazamentos publicados pelo site The Intercept
Por Graciela Zabotto / politica@webdiario.com.br
Cotia

Alexandre Frota (PSDB)

Alexandre Frota (PSDB) (Foto: Divulgação)
A Câmara dos Deputados recebeu as 175 assinaturas necessárias para pedir a abertura da CPI da Lava Jato. O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito é apurar, com base nas mensagens divulgadas pelo site The Intercept, supostas ilegalidades cometidas pelos membros da Força Tarefa da Lava Jato e pelo então juiz Sergio Moro. Morador de Cotia, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) assinou pela criação da CPI. Em suas redes sociais, o tucano afirmou que é a favor de Moro e, por isso, votou pela Comissão.

“Eu apoio e será a melhor maneira de calar aqueles que ainda têm dúvidas. 100 % Moro”, publicou em postagem acompanhada da frase “Chegou o momento do nosso Ministro Sérgio Moro se defender e fortalecer ainda mais a Lava Jato. Quem não deve não teme”. Já as deputados Bruna Furlan (PSDB) e Renata Abreu (Podemos), também com base eleitoral na região, não assinaram pela CPI. Apesar de não ter assinado o pedido de abertura da Comissão, a presidente nacional do Podemos usou as redes sociais para se posicionar.

“Inconstitucional? Não! Lava Jato, Lava Toga e todo tipo de operação e CPI devem ser sempre bem-vindas. Isso não é inconstitucional. Isso é defender o nosso país contra a corrupção e respeitar o nosso povo”. "Todos nós temos acompanhado as denúncias da chamada Vaza Jato, a divulgação de diálogos e articulações e, na verdade, uma grande cumplicidade do ex-juiz Sergio Moro, do Deltan Dallagnol e da sua equipe de procuradores. Essa promiscuidade denunciada precisa ter uma resposta", defendeu a deputada Jandira Feghali (PCdoB), autora do pedido de CPI.

"A CPI é necessário porque o Deltan já se recusou duas vezes a ir à Câmara e nós não podemos convocá-lo pela legislação brasileira. E o ex-juiz Moro foi lá duas vezes e não respondeu nada. Não negou o conteúdo das mensagens, mas colocou em dúvida a autenticidade que cada dia está mais comprovada", acrescentou. O próximo passo da CPI da Lava Jato está nas mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para autorizar ou não a instalação da Comissão.

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